sexta-feira, 25 de março de 2011
Jornal "Enfermagem e o Cidadão" - nº 26
Ó Senhor Engenheiro...
A tragédia do desemprego
Os números hoje divulgados sobre desemprego (7, 1 % da população activa, revelando um grande aumento no último trimestre do ano passado) são trágicos e revelam a justiça das nossas posições.
Um Governo do PS voltará a colocar a questão do emprego entre as grandes prioridades da sua acção política, ao contrário do que sucedeu nos últimos três anos, com as consequências que aí estão.
José Sócrates
quinta-feira, 24 de março de 2011
Crise sem Retorno
Hoje, com o já há muito tempo anunciado veto dos partidos da oposição ao PEC 4 apresentado pelo governo do Senhor Eng.º José Sócrates, assistimos à demissão do nosso Primeiro-ministro. Isto até podia ter piada, se não tivesse consequência provavelmente devastadoras para o nosso estado social. Com esta demissão, o nosso Presidente da República irá com certeza convocar eleições legislativas antecipadas, o que implica um aumento supérfluo da despesa do estado, que vai em tudo contra aquilo que a nossa classe política nos pede, nomeadamente, sacrifícios, apertar o cinto, entre outras denominações.
Eu considero urgente que haja entendimento, a nossa situação actual não se resolve recorrendo a ideologias políticas, resolve-se com consensos com vontade e com seriedade. Resolve-se com um governo de salvação nacional composto por Homens capazes de nos tirar deste fosso cada vez mais profundo, asseverando assim a autonomia do nosso País, que cada vez mais parece um prisioneiro do impiedoso capitalismo actual.
Quero apelar ao acervo de comentadores de bancada que se mobilize, que tente encontrar soluções em vez de criticar tudo e todos, que mostre a nossa grei o que é preciso para que Portugal emirja deste buraco.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Dias de Abnegação
Acredito intensamente que o protesto levado a cabo por nós jovens no passado dia 12 de Março, nada vai alterar no que concerne ao principal ou principais problemas das novas gerações em encontrar emprego.
Portugal é um País pequeno, onde existe um padrão cultural que tem tendência para desacreditar o empreendedor, nós jovens não estamos preparados para por em prática uma ideia, nem tentamos, porque pensamos à partida que está confinada ao insucesso. As nossas universidades nos tempos que correm tentam abordar o assunto, mas é de uma forma tão superficial que não chega, não é suficiente para esclarecer o que é de facto ser um jovem empreendedor, para além disso, o nosso governo não me parece ter uma estrutura capaz, (através do IEFP), e suficientemente desenvolvida para criar um projecto vencedor.
Do meu ponto de vista não chega a comparticipação orçamental, penso que a ajuda monetária não é o ponto mais importante quando se trata de iniciar um projecto, o importante e o ponto nevrálgico de qualquer empreendedor é a elaboração do projecto, é a sua validação, é a sua probabilidade de sucesso é a sua consistência, é nesses pontos que o governo deve disponibilizar pessoas capazes de executar avaliações, para que o jovem empreendedor possa correr um risco calculado na criação da sua empresa.
sábado, 12 de março de 2011
Manifestação Geração à Rasca
Instalação do Hackintosh num HP Pavilion dv6 1220 sp
Mais novidades em breve, é o que vos posso garantir.
Sismo do Japão
Se existe algo a referir, resta-me apenas ficar calado perante tamanha destruição....
quinta-feira, 10 de março de 2011
Psicotécnicos
O Analfabeto Político
Desde cedo me desinteressei pela política, não por não acreditar que esta é uma das maiores conquistas da Humanidade, mas por observar que a política está ligada a tudo o que de mais obscuro acontece ou tende a acontecer na nossa sociedade.
Por me auto-declarar analfabeto político, não estou a negligenciar o direito de opinião a que tenho direito, tecendo neste post alguns comentários sobre o nosso País, estendendo-me desde os motivos que me levam a não concordar com o teor político nacional, e o que de facto idealizo como sendo uma política interessante e pró-activa, onde os «verdadeiros» interesses comuns sobressaíssem aos interesses pessoais.
“Eu não voto!” – Sim, eu não voto, poderia votar em branco, poderia votar nulo, mas prefiro não votar, prefiro não votar porque não acredito em uma palavra que os políticos emanam aos 4 ventos, não voto, e o primeiro motivo é desde logo a começar pela mesa de voto, por que razão hão-de ser pagas as pessoas que estão nas mesas de voto, não será um dever de cidadania o seu trabalho? O trabalho deve ser renumerado, mas é aí que começa e culmina o mal da nossa organização política, ninguém ou poucas pessoas estão na política porque pretendem mudar alguma coisa, poucas pessoas têm capacidade para estar no lugar onde estão, estão, porque é uma forma de conseguir mais tarde um lugar importante, ou garantir que têm a sua vida de alguma forma organizada.
A cadeia de favores na política é imensa, e esse é um dos pontos mais negros do quadro Nacional.
Queria ver, num futuro próximo Homens capazes em cargos de governo, queria que em vez de um excelente político no lugar de primeiro-ministro queria um exímio gerador de consensos, queria ter uma pessoa capaz de “contratar as melhores pessoas para os ministérios” em vez de contratar aquele ou aquela que de alguma forma pode ser um trunfo para apaziguar a contestação. Na pasta das finanças queria que fosse escolhido o melhor dos melhores economistas nacionais, com provas dadas, independentemente da cor política ou sem cor política, no fundo o que eu queria era que as pessoas escolhidas para os cargos fossem homens ou mulheres com provas dadas,com curriculum, com fulgor para tomar as decisões importantes.
Enquanto houverem militantes e partidos em Portugal não iremos conseguir resolver a nossa imensa crise, que se baseia no princípio da crise de valores e da imensa cadeia de favores.
O povo sabe que existem pessoas com valor para altos cargos de estado, mas porque não estão ligados a partidos nunca vão conseguir por em prática as suas ideias, em que alguns casos poderiam ser a solução para o nosso Portugal.
O dia em que os favores forem postos de lados e um político que seja fale a verdade, nua e crua, custando o que custar, indo contra a demagogia, nesse dia sim, eu Voto.
Bertolt Brecht
"O pior analfabeto é o analfabeto
político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do
aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil
que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o
pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e
lacaio das empresas nacionais e multinacionais. "
2020 aqui vou eu....
Sem duvida que foi um ano...esperem...dois anos que: "qual será mesmo a melhor forma de os adjetivar?" - dois anos que nunca esper...
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Pois bem, como esta é uma área que me interessa bastante e com a qual trabalho todos os dias quero partilhar com os meus leitores as gui...
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Onde é o botão para colocar em pausa? quero aproveitar todos os milésimos de segundo desta fase da minha vida, parar sentir, cheirar, abraça...