Desde cedo me desinteressei pela política, não por não acreditar que esta é uma das maiores conquistas da Humanidade, mas por observar que a política está ligada a tudo o que de mais obscuro acontece ou tende a acontecer na nossa sociedade.
Por me auto-declarar analfabeto político, não estou a negligenciar o direito de opinião a que tenho direito, tecendo neste post alguns comentários sobre o nosso País, estendendo-me desde os motivos que me levam a não concordar com o teor político nacional, e o que de facto idealizo como sendo uma política interessante e pró-activa, onde os «verdadeiros» interesses comuns sobressaíssem aos interesses pessoais.
“Eu não voto!” – Sim, eu não voto, poderia votar em branco, poderia votar nulo, mas prefiro não votar, prefiro não votar porque não acredito em uma palavra que os políticos emanam aos 4 ventos, não voto, e o primeiro motivo é desde logo a começar pela mesa de voto, por que razão hão-de ser pagas as pessoas que estão nas mesas de voto, não será um dever de cidadania o seu trabalho? O trabalho deve ser renumerado, mas é aí que começa e culmina o mal da nossa organização política, ninguém ou poucas pessoas estão na política porque pretendem mudar alguma coisa, poucas pessoas têm capacidade para estar no lugar onde estão, estão, porque é uma forma de conseguir mais tarde um lugar importante, ou garantir que têm a sua vida de alguma forma organizada.
A cadeia de favores na política é imensa, e esse é um dos pontos mais negros do quadro Nacional.
Queria ver, num futuro próximo Homens capazes em cargos de governo, queria que em vez de um excelente político no lugar de primeiro-ministro queria um exímio gerador de consensos, queria ter uma pessoa capaz de “contratar as melhores pessoas para os ministérios” em vez de contratar aquele ou aquela que de alguma forma pode ser um trunfo para apaziguar a contestação. Na pasta das finanças queria que fosse escolhido o melhor dos melhores economistas nacionais, com provas dadas, independentemente da cor política ou sem cor política, no fundo o que eu queria era que as pessoas escolhidas para os cargos fossem homens ou mulheres com provas dadas,com curriculum, com fulgor para tomar as decisões importantes.
Enquanto houverem militantes e partidos em Portugal não iremos conseguir resolver a nossa imensa crise, que se baseia no princípio da crise de valores e da imensa cadeia de favores.
O povo sabe que existem pessoas com valor para altos cargos de estado, mas porque não estão ligados a partidos nunca vão conseguir por em prática as suas ideias, em que alguns casos poderiam ser a solução para o nosso Portugal.
O dia em que os favores forem postos de lados e um político que seja fale a verdade, nua e crua, custando o que custar, indo contra a demagogia, nesse dia sim, eu Voto.
Bertolt Brecht
"O pior analfabeto é o analfabeto
político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do
aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil
que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o
pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e
lacaio das empresas nacionais e multinacionais. "
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